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A falta de feijão tem levado escola até mesmo a pedir contribuições aos pais dos alunos para comprar o alimento enquanto a prefeitura não garante o fornecimento.

A APM (Associação de Pais e Mestres) da EMEI (Escola Municipal de Educação Infantil) Professora Clycie Mendes Carneiro, no Jardim Ester Yolanda, zona oeste paulistana, pediu por meio de um bilhete, colado no caderno dos aluno, contribuição da comunidade. "Compraremos feijão para ofertar em algumas refeições, enquanto a entrega pela prefeitura não é regularizada", afirma o comunicado.



A SME (Secretaria Municipal de Educação) admitiu a falha na entrega de feijão às escolas em razão de problema com a empresa fornecedora, mas disse que não houve "qualquer perda nutricional aos estudantes".


A pasta afirmou, em nota, que contratará uma outra empresa, porém não informou o prazo para solução do problema. "Enquanto a contratação de nova empresa está em andamento, as unidades educacionais possuem recursos financeiros disponíveis e foram orientadas a realizar compra de feijão", afirmou a secretaria.


"Também houve orientação quanto às substituições por outras leguminosas, como ervilha, lentilha e grão-de-bico, que possuem composição nutricional equivalente", acrescentou a pasta.


Segundo os servidores e pais, os alimentos servidos em substituição ao feijão não são comuns ao paladar dos alunos, por isso, muitos têm deixado de fazer as refeições na escola.


O próprio PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar) prevê que o cardápio da merenda deve respeitar os hábitos e cultura alimentar dos estudantes.


A situação se agravou nas últimas semanas com o fim do estoque nas unidades.


"As escolas pararam de receber o feijão e começaram a racionar achando que a situação ia ser normalizada antes de chegar ao ponto de faltar. Foram diminuindo os dias que serviam feijão até que o estoque esgotou completamente agora", disse Marcia Simões, presidente do Conselho Municipal de Alimentação Escolar.

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